sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A Azeitona já está preta

A azeitona já está preta,
a azeitona já está preta,
Já se pode armar aos tordos,
já se pode armar aos tordos

Diz-me linda rapariga,
diz-me linda rapariga,
Como vais de amores novos,
como vais de amores novos.

É mentira, é mentira
É mentira, sim senhor
Eu nunca pedi um beijo
Quem mo deu foi meu amor!!!

É mentira, é mentira
É mentira, sim senhor
Eu nunca pedi um beijo
Quem mo deu foi meu amor!!!

Ai que lindo chapéu preto,
ai que lindo chapéu preto
Naquela cabeça vai,
naquela cabeça vai...

Ai que lindo rapazinho,
ai que lindo rapazinho
Para genro do meu pai,
para genro do meu pai...

É mentira, é mentira
É mentira, sim senhor
Eu nunca pedi um beijo
Quem mo deu foi meu amor!!!

É mentira, é mentira
É mentira, sim senhor
Eu nunca pedi um beijo
Quem mo deu foi meu amor!!!

Quem me dera ser colete,
Quem me dera ser colete,
Quem me dera ser botão,
Quem me dera ser botão,

Para andar agarradinha,
Para andar agarradinha,
Juntinha ao teu coração...
Juntinha ao teu coração...

e é aquelas coisas que me faz ficar nostálgica relembrando a infância......
que destino ou maldição
manda em nós,meu coração
um do outro assim perdidos
somos dois gritos calados
dois fados desencontrados
dois amantes desunidos.

por ti sofro e vou morrendo
não te encontro nem te entendo
Amo e e Odeio sem razão
coração quando te cansas
das nossas mortas esperanças
quando paras
coração

nesta luta esta agonia
canto e choro de alegria
sou feliz e desgraçada
que sina a tua meu peito
que nunca estas satisfeito
que das tudo e
não tens nada

na gelada
solidão
que tu me das
coração
não ha vida ,nem morte
lucidez,desatino
de ler no
próprio destino
sem poder mudar-lhe a sorte

quinta-feira, 8 de outubro de 2009




Não sei quem é de onde veio
qual a vida que viveu,
quais os caminhos que andou.
poema dos meus anseios
eu não sei quem te escreveu,
eu não sei quem te cantou.

nas palavras que me disse
eu vi razão e loucura,
vi desprezo vi meiguice.
nos silêncios que me deu
eu ouvi toda a ternura
que a sua boca não disse.

na minha vida vazia
minha noite se fez dia
o meu desejo é viver!!
AMA-LO em cada segundo
e ser senhora do mundo
para o mundo lhe oferecer.


Dias......

e pronto há dias sim , há dias não , há dias cinzentos ,há dias coloridos ,há dias em que me apetece fugir , há dias em que só me apetece estar aqui ,há dias em que me apetece comer gelados , há dias que nem posso ouvir falar deles ,há dias, em que me apetece beijar toda a gente ,há dias em que me apetece esbofetear este mundo e o outro ,ha dias em que me apetece chorar , há dias que só me apetece rir....há tantos dias!!!

hoje era um dia que se fosse possível me enfiava na banheira cheia de agua e ficava com a cabeça debaixo de agua a ouvir NADA!
mas já a Mikinhas dizia " filhinha Deus escreve direito por linhas tortas ,por isso fecha uma porta e abre uma janela " ora bolas , eu achava que me tinha aberto um postigo , ou que me tinha apenas destinado um buraquinho de fechadura!!!

derrepente!!!!!!
derrepente as coisas andam para a frente!!
derrepente há decisões tomadas!
derrepente o Universo conspira para que tudo corra bem!!
derrepente fico a sorrir e logo depois choro de felicidade!!

vivo a 1000 e adoooooro fazê-lo por estas coisas , pela intensidade , pelo partido que consigo tirar de uma boa noticia!!!

Há realmente dias!!!

Viva aos dias bons viva aos dias maus :) nunca sabemos quando o mau vai passara bom!!!

Cruzem-se comigo hoje!!!!

e cá vou eu!! e não se esqueçam que são os devaneiosdagigi , logo não há que ligar a lógica das ideias !!!!

Há dias!!!!há dias!!

Aiii aiiiii
:)




terça-feira, 6 de outubro de 2009

" No meu jeito de sorrir ficou vincada
A tristeza de por ti não ser beijada
Meu senhor de todo o sempre
Sendo tudo não és nada. "
Gerónimo Bragança

ás vezes sinto coisas que não sei dizer o que são. . . . . .se é alegria se é tristeza. . . . .é um misto de coisinhas pequeninas que juntas dão uma bola muito grandeeee,pronto,como se fosse uma bola de massa para rissois onde tudo esta bem misturado e o resultado é. . . . .. . . . cantoria , só não dá para congelar é de momento é vergonhoso por vezes,apetece-me esconder a cara quando acabo de cantar. . . .apetece-me que não me vejam, que não saibam que fui eu,que não saibam que eu sinto assim.
canto porque sim.
canto porque gosto de cantar.
canto onde me apetece cantar e acho que devo cantar em qualquer lugar para quem me quer ouvir e não pode pagar para isso , eu Canto.
canto com muito prazer para a dona Laurinha, vizinha la de casa com 85 anos com quem ontem estive a conversa e me dizia que gosta tanto de fado mas não pode ir as casas de fado, ora nem é tarde nem é cedo, depois de estar embaladinha na historia de sua vida , com tantas emoções que senti não foi nada difícil,não havia nada a fazer se não Cantar.
se canto na mesa de café porque tenho vontade e alguém repara e me pede para cantar mais um e mais um , eu canto , sou feliz assim , venho embora com um cachet fantástico , sorrisos nas caras das pessoas.
bem vou embora pois assim do nada fiquei sem
saber o que escrever.

sábado, 26 de setembro de 2009

sábado, 5 de setembro de 2009

Meu Amor,meu Amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.

meu limão de amargura
meu punhal a crescer
nós parámos o tempo
não sabemos morrer
e nascemos,nascemos
do nosso entristecer.

Meu Amor,meu Amor
meu nó de sofrimento
minha mor ternura
minha nau de tormento

esse mar não tem cura
esse céu não tem ar
nós parámos o vento
não sabemos nadar

E morremos,morremos
devagar,devagar.


lenço dos namorados




ora poças!!!
este já ca anda tem uns tempos . . . . .já está finalmente no fim. . . .acontece que o tal " bruxedo " heheheh ( lógico que é brincadeira ) não pareceu estar a surtir qualquer tipo de efeito portanto pus um nikinho de lado :) mas o resultado é fenomenal acho eu!!!

é a máquina de ronron que levei lá para casa!!adora acordar-me as seis da manha para brincar com ela. . . . .tentar ficar escondida dentro da minha carteira para sair comigo de casa de manha.....mia quando falo com ela,que parece que canta!!é uma gata fadista!!!

aqui está a minha Mimi com o seu colar de pérolas. . . . . .
elá é um pouco dificil de fotografar mas com um nikinho de paciencia lá consegui. . . . .
cá está ela então Maria Amélia ou Mimi para os amigos
o meu ultimo trabalhinho!!é o meu orgulho sem duvida!!!alias acho que se nota :)
aceito encomendas .





sexta-feira, 4 de setembro de 2009

" O teu olhar "

Desde que vi os teus olhos
Tenho o meu fado marcado
Meu fado, são os teus olhos
Teus olhos, são o meu fado

Teus olhos, meninos tontos
Dentro de mim estão brincando
Se ergo os meus olhos um pouco
Vejo os teus olhos dançando

Eu quis cantar ao teu olhar que me encantou
Pois nele achei, como não sei, inspiração
Foi o calor dum olhar teu
Que me prendeu, e desde então
O teu olhar é a razão desta paixão

Todas as minhas canções
Vivem do teu lindo olhar
Quando não olhas p'ra mim
Já eu não posso cantar

Teus olhos são dois poetas
De grande imaginação
Foram eles que ditaram
Os versos desta canção

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Atras da porta

Quando olhaste bem nos olhos meus
E o teu olhar era de adeus
Juro não acreditei
Eu te estranhei me debrucei,
sobre o teu corpo e duvidei
E me arrastei de te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pêlos, no teu pijama
Nos teus pés, ao pé da cama.
Sem carinho sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Para sujar teu nome te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que ainda sou tua
Só para mostrar que ainda sou tua...
Chico Buarque

sábado, 22 de agosto de 2009

Parece que dizes
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor
Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
.
Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
E desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais

chico e Tom

com açucar com afeto

Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa, qual o quê
Com seu terno mais bonito, você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é um operário, sai em busca do salário
Pra poder me sustentar, qual o quê
No caminho da oficina, há um bar em cada esquina
Pra você comemorar, sei lá o quê
Sei que alguém vai sentar junto, você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias de quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo, sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão, qual o quê
Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Ainda quis me aborrecer, qual o quê
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você

Chico

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

o que sera

O que será que me dá
Que me bole por dentro,
será que me dá
Que brota à flor da pele,
será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os unguentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite


O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores que vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

Chico Buarque