sábado, 19 de abril de 2008

Quem me dera!!


quem me dera ser o fado que tu cantas
nas vielas da tristeza ou d´alegria
quando estamos de tão perto tão distantes
que as palavras não nos fazem companhia.

quem me dera ser o fado e tua boca
numa entrega repetida em cada verso
diz-me o corpo que esta entrega nos é pouca
porque a vida é uma viagem sem regresso.

quem me dera ser o fado que não sou
quando quero dizer não ao desalento
quando queroestar contigo onde nao estou
e descubro que é de ti que me alimento.

quem me dera ser o fado que procuras
nas ruinas poeirantas do passado
p´ra roubarmos ao futuro uma aventura
quem me dera meu amor ser o teu fado.

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Minha alma de amor sedenta e sequiosa
barco sem rumo,sem Deus,fora do mundo
anda á merce da tormenta tenebrosa
desse mar dos olhos teus,negro e profundo.

Essa dádiva total e quase louca
que me pedes hora a hora a cada instante
é o que minh´alma te dá sem nada em troca
quando de amor por ti chora soluçando.

Se eu um dia te perder na minha vida
jurarei virada aos céus,ao sol e a lua
e os perdões que Deus me der arrependida
meu amor,são todos teus como eu sou tua.

É uma causa perdida pois não deve
o ser proíbido amar e desejar.
Quem perde um amor na vida que é tão breve
jamais deveria cantar e até sonhar.

António dos Santos